E aí, galera?

Sejam bem-vindos! Aqui vocês poderão encontrar as matérias trabalhadas em sala de aula e algumas dicas para provas e vestibulinhos. Em caso de dúvidas, pode-se fazer comentários sobre o texto. Sempre que possível, procurarei responder. Boas aulas e Deus os abençoe!
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terça-feira, 23 de junho de 2009

Tirando dúvidas - Figuras de Linguagem

A primeira dúvida se refere à diferença entre metáfora e comparação.

Nas duas figuras comparamos seres, coisas, elementos diferentes a partir de algo que ambos possuem. Vejamos: quando dizemos que Ulisses é um leão, comparamos o leão a Ulisses devido ao fato de os dois possuírem força e coragem. Se nossa frase é construída por meio de alguma palavra comparativa, então temos a figura de linguagem comparação. Por exemplo:

Ulisses é como um leão.
Ulisses parece um leão.
Ulisses se assemelha a um leão.
Assim como um leão, é Ulisses.

Se omitimos qualquer palavra comparativa, então temos metáfora:

Ulisses é um leão.

A metáfora pode ser construída de diversas formas. Por exemplo, se desejo comparar minha amada a um anjo, poderia construir a metáfora de várias maneiras:

Minha amada é um anjo!
Meu anjo! (me dirigindo a minha amada)
As asas angelicais de minha amada me acolhem e protegem.

Outra possível dúvida é referente à diferença entre antítese e paradoxo.
Na frase:
Amar é estar às vezes triste, às vezes feliz.

eu tenho duas palavras opostas (feliz x triste) e digo que amar é em certos momentos sentir uma coisa e em outros momentos sentir outra totalmente diferente. Nesse caso, temos antítese.

Agora na frase:

Amar é estar ao mesmo tempo triste e feliz.

eu tenho também duas palavras opostas (feliz x triste), contudo eu digo que amar é ao mesmo tempo sentir uma coisa e outra. Considerando que é impossível a uma pessoa sentir as duas coisas ao mesmo tempo, temos nesse caso paradoxo, pois se constitui uma ideia que, a princípio, parece absurda, mentirosa.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Figuras de Linguagem

Figuras de linguagem são efeitos produzidos no texto por meio de certas estratégias de composição. Veremos primeiramente oito delas. No segundo semestre veremos outras.

Metáfora - consiste em empregar um termo com significado diferente do usual, com base numa relação de semelhança entre características dos dois elementos comparados.

Exemplo: Aquele guerreiro é um leão.

Termos comparados: guerreiro = leão.
"Guerreiro" e "leão" têm em comum a força e a coragem.

Outros exemplos: "Sou um grão de areia" (R. Russo)
Neste caso o eu-lírico se compara a um grão de areia por se considerar igualmente pequeno perto do universo.

Comparação - Consiste também em comparar dois elementos, mas aqui, ao contrário da metáfora, a comparação é feita por meio de conectivos - como, tal qual, assim como, semelhante a... - ou verbos - parece, assemelha-se...

Exemplo: Aquele guerreiro é como um leão.

Antítese - consiste na aproximação em uma frase, verso, estrofe, parágrafo de palavras de sentido oposto, contrário.

Exemplo: Na branca areia havia uma mancha negra.

Paradoxo - também é formado por palavras de sentido oposto, contrário; contudo, no paradoxo há uma ideia à primeira vista absurda, que parece uma mentira.

Exemplo: (Amor) é um contentamento descontente. (Camões)
Perceba que neste caso sabemos que descontente é um adjetivo que afeta o substantivo contentamento. O paradoxo é: como pode haver um contentamento que é descontente?

Eufemismo - consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.

Exemplo: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

Hipérbole - é, de certa forma, o contrário do eufemismo, pois nele se exagera uma ideia a fim de gerar impacto no leitor.

Exemplo: Rios te correrão dos olhos, se chorares. (O. Bilac)

Personificação - consiste em atribuir a seres inanimados características próprias de seres animados.


Exemplo: O vento uivava lá fora.
Uivar é próprio do lobo, que é um ser vivo.

Sinestesia - fusão de sensações diferentes numa mesma expressão.

Exemplo: Olivia tinha uns olhos quentes. (C. Lispector)
Aqui se funde o sentido da visão (como os olhos de Olívia são vistos) com o sentido do tato (calor).

Não deixem de consultar os demais exemplos dados em aula e os exercícios que fizemos.